Tratamentos para hemorroidas: conheça as principais opções
DR. GILBERTO SAUTE
CrM-RS 7346
RQE 7088
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Existem diferentes tratamentos para hemorroidas, e a escolha depende das características de cada caso. Algumas pessoas podem melhorar com mudanças de hábitos e medidas conservadoras, enquanto outras podem precisar de procedimentos realizados em consultório ou de tratamento cirúrgico.
Um ponto importante é que nem toda hemorroida é igual. Existem hemorroidas internas, hemorroidas externas e hemorroidas mistas. No caso das internas, existe ainda uma classificação em quatro graus, de acordo com a presença e o comportamento do prolapso.
Por isso, não existe um único tratamento que possa ser considerado o melhor para todas as pessoas.
Neste guia, você vai conhecer as principais opções utilizadas no tratamento da doença hemorroidária e entender por que a avaliação individual é importante para definir a abordagem mais adequada.
A escolha do tratamento pode levar em consideração diferentes fatores, entre eles:
Uma pessoa com uma hemorroida interna inicial e sangramento, por exemplo, pode ter uma indicação completamente diferente daquela que apresenta hemorroidas prolapsadas e que permanecem exteriorizadas.
O tratamento depende dos sintomas, do tipo e do grau da doença hemorroidária. Quando há sangramento, é importante avaliar sua frequência e intensidade e também considerar outras possíveis causas. Entenda melhor quando uma hemorroida sangrando merece atenção.
Para compreender melhor essa diferença, veja também nosso guia sobre os graus da hemorroida.
Sim. Nem todas as pessoas com hemorroidas precisam de cirurgia.
Dependendo do tipo da hemorroida, do grau da doença e dos sintomas, o tratamento pode começar com medidas conservadoras ou envolver procedimentos menos invasivos.
Além disso, é importante diferenciar duas situações: algumas medidas ajudam a reduzir sintomas e evitar fatores que favorecem as crises, enquanto determinados procedimentos têm como objetivo atuar diretamente sobre o tecido hemorroidário.
Manter um funcionamento intestinal adequado é uma parte importante dos cuidados com quem apresenta doença hemorroidária.
Uma alimentação com quantidade adequada de fibras e uma boa ingestão de líquidos podem contribuir para fezes mais fáceis de eliminar e diminuir a necessidade de esforço durante a evacuação.
Evitar permanecer fazendo força por períodos prolongados também é importante.
Esses cuidados podem fazer parte do tratamento, mas não significam que todas as hemorroidas desaparecerão apenas com mudanças na alimentação.
Medidas locais podem ajudar no alívio de alguns sintomas durante uma crise.
O benefício e a necessidade desses cuidados variam conforme o quadro apresentado. Dor intensa, aumento súbito de volume ou sintomas persistentes merecem avaliação adequada, especialmente porque nem todo caroço ou dor na região anal é necessariamente causado por hemorroidas.
Pomadas podem ser utilizadas em determinadas situações para aliviar sintomas, mas é importante não confundir alívio dos sintomas com tratamento definitivo da doença hemorroidária.
O produto adequado e o período de utilização dependem da situação clínica. O uso prolongado de medicamentos por conta própria pode, inclusive, retardar a avaliação de outra causa para os sintomas.
Medicamentos também podem fazer parte do tratamento conservador, dependendo dos sintomas e da avaliação médica.
Eles não substituem a investigação quando existem manifestações persistentes ou importantes, principalmente sangramento anal.
Quando as medidas conservadoras não são suficientes ou quando as características da doença indicam outra abordagem, existem diferentes procedimentos que podem ser considerados.
Entre as possibilidades estão a fotocoagulação infravermelha, a escleroterapia, a ligadura elástica e técnicas utilizadas em casos selecionados, como THD e PPH.
A indicação varia conforme o tipo e o grau da doença.
O tratamento de hemorroidas dói? O desconforto e o tempo de recuperação variam conforme a técnica utilizada e as características de cada caso. O Dr. Gilberto Saute explica o que esperar em relação à dor após o tratamento das hemorroidas.
A fotocoagulação infravermelha é uma das possibilidades de tratamento para determinadas hemorroidas internas.
O procedimento utiliza energia infravermelha aplicada em uma região específica do tecido relacionado à hemorroida.
A fotocoagulação é utilizada especialmente em casos iniciais de hemorroidas internas, inclusive em pacientes com hemorroidas grau I.
A indicação, entretanto, precisa considerar as características individuais do paciente e da doença.
A ligadura elástica é outro procedimento utilizado no tratamento de determinados casos de hemorroidas internas.
De forma simplificada, um pequeno anel elástico é colocado na base do tecido hemorroidário selecionado, interrompendo sua irrigação. Posteriormente, esse tecido sofre um processo de redução e desprendimento.
A ligadura não é indicada simplesmente porque uma pessoa “tem hemorroida”. É necessário avaliar o tipo da hemorroida, sua localização, grau e demais características do caso.
Se você quer entender o procedimento em detalhes, leia nosso guia sobre ligadura elástica para hemorroidas.
A escleroterapia é outra opção que pode ser considerada no tratamento de determinadas hemorroidas internas.
Ela envolve a aplicação de uma substância na região tratada, produzindo uma reação local que contribui para a redução do problema.
Assim como ocorre com outros procedimentos, sua indicação depende das características da doença.
A THD é uma das técnicas que podem ser utilizadas em casos selecionados de doença hemorroidária.
THD é uma possibilidade considerada principalmente nas hemorroidas internas mais avançadas, juntamente com outras técnicas.
A escolha não deve ser feita apenas pelo nome ou pela aparente modernidade de uma técnica. O objetivo é encontrar uma opção adequada ao quadro apresentado pelo paciente.
A PPH também pode ser considerada em situações específicas, particularmente relacionadas a determinados quadros de prolapso hemorroidário.
Assim como na THD e nos demais procedimentos, a indicação depende da avaliação das características anatômicas e clínicas da doença.
Nem toda hemorroida precisa ser operada.
Entretanto, a cirurgia pode ser considerada quando as características da doença, seu grau, sintomas ou evolução fazem com que outras abordagens não sejam suficientes ou adequadas. Saiba mais sobre tratamento cirúrgico das hemorroidas.
Uma das operações tradicionais é a hemorroidectomia, na qual o tecido hemorroidário selecionado é removido cirurgicamente.
Existem também outras técnicas e abordagens. Isso significa que receber uma indicação de tratamento intervencionista não quer dizer automaticamente que todas as pessoas passarão pela mesma operação.
As hemorroidas internas são classificadas em graus I, II, III e IV.
Essa classificação ajuda a compreender a evolução da doença e é um dos elementos considerados na escolha do tratamento.
Nas hemorroidas de grau I não existe prolapso exteriorizado.
O sangramento pode ser uma manifestação importante, enquanto a dor não costuma ser a característica predominante descrita nesses casos.
Medidas conservadoras e procedimentos selecionados podem ser considerados conforme os sintomas e a avaliação.
Na hemorroida grau II pode ocorrer prolapso durante a evacuação ou esforço, mas o tecido retorna espontaneamente.
Existem diferentes possibilidades de tratamento e conforme o caso, fotocoagulação infravermelha, escleroterapia, ligadura elástica, THD e PPH.
Isso demonstra por que não é adequado estabelecer uma regra como “grau II sempre deve ser tratado com determinada técnica”.
No grau III, o prolapso é mais avançado e pode permanecer exteriorizado depois da evacuação ou esforço, podendo ser necessária uma manobra manual para fazê-lo retornar.
Nesses casos, procedimentos e técnicas cirúrgicas podem entrar em consideração de acordo com a avaliação médica.
Nas hemorroidas grau IV, o tecido prolapsado permanece exteriorizado.
São casos mais avançados e que podem exigir tratamento intervencionista ou cirúrgico. Entre as possibilidades mencionadas no material clínico estão THD, PPH e hemorroidectomia, dependendo da avaliação e indicação.
A classificação completa, com as diferenças entre os quatro estágios, está na página graus da hemorroida: entenda os graus I, II, III e IV.
O tratamento da hemorroida externa é diferente daquele utilizado para as hemorroidas internas.
As hemorroidas externas podem provocar aumento de volume na região anal e, em algumas situações, dor súbita e intensa.
Uma situação particularmente importante é a formação de um coágulo no interior da hemorroida externa, caracterizando a hemorroida trombosada.
Dependendo do quadro e do momento da avaliação, o tratamento pode envolver medidas para controle dos sintomas ou um procedimento local.
Por isso, tratamentos usados para hemorroidas internas, como a ligadura elástica, não devem ser automaticamente considerados tratamentos para qualquer problema chamado genericamente de “hemorroida”.
O tratamento da hemorroida interna está diretamente relacionado às características e ao grau da doença.
Casos iniciais podem exigir uma abordagem diferente daqueles em que existe prolapso importante.
É justamente por isso que a classificação em graus I a IV é tão relevante na decisão terapêutica.
Veja a explicação completa em graus da hemorroida.
Nesse caso, são chamadas hemorroidas mistas.
Como existem componentes interno e externo, os sintomas e as possibilidades terapêuticas também podem ser diferentes.
O tratamento dependerá das características predominantes e da evolução da doença.
Nas hemorroidas mistas, estão presentes os dois componentes e o tratamento depende do grau de evolução e da avaliação profissional.
Não existe um único tratamento para hemorroidas que seja o melhor para todas as pessoas.
Uma técnica pode ser apropriada para determinado tipo ou grau de hemorroida e não ser indicada para outro.
A decisão pode envolver fatores como:
Por isso, comparar tratamentos apenas com base em qual parece ser “mais moderno”, “mais rápido” ou “menos invasivo” pode levar a uma conclusão inadequada.
O mais importante é que exista indicação correta para aquela técnica naquele paciente.
O tratamento pode controlar os sintomas e tratar o problema hemorroidário existente, mas o resultado depende do tipo e do grau da doença, da técnica empregada e de características individuais.
Além disso, hábitos que favorecem esforço evacuatório e alterações do funcionamento intestinal podem continuar contribuindo para novos sintomas.
Por isso, o tratamento não deve ser visto apenas como a realização de um procedimento. Cuidados com o funcionamento intestinal continuam importantes mesmo depois da melhora.
O sangramento vermelho vivo pode ocorrer nas hemorroidas, especialmente nas internas.
Mas existe uma regra importante: sangramento anal não deve ser automaticamente atribuído às hemorroidas.
Outras condições do ânus, reto e intestino também podem provocar sangramento.
A presença de sangramento persistente, recorrente ou sem diagnóstico adequado é uma razão para procurar avaliação médica.
É recomendável procurar avaliação quando os sintomas são persistentes, recorrentes ou importantes, ou quando existe dúvida sobre sua causa.
Isso é particularmente relevante diante de situações como:
Sintomas anais diferentes podem ser confundidos entre si.
Antes de iniciar qualquer tratamento, é importante confirmar o diagnóstico, pois dor e sangramento anal também podem ocorrer em outras condições, como a fissura anal.
Conteúdo escrito/revisado por Dr. Gilberto Saute
Médico especialista em Coloproctologia
CRM-RS 7346 | RQE 7088
Última revisão médica: agosto de 2026
Este conteúdo possui finalidade educativa e não substitui consulta, exame físico ou diagnóstico médico individualizado.
As informações desta página foram elaboradas e revisadas com base em literatura médica e recomendações de instituições reconhecidas na área de Coloproctologia:
Sim. Dependendo do tipo, grau e sintomas, podem ser utilizadas medidas conservadoras ou procedimentos que não correspondem à hemorroidectomia convencional. A necessidade de cirurgia deve ser avaliada individualmente.
Não. Existem diferentes formas de tratamento, e muitos casos não necessitam de hemorroidectomia.
Pomadas podem ajudar no controle de determinados sintomas, mas não devem ser consideradas uma solução universal para todos os tipos e graus de doença hemorroidária.
A ligadura elástica é um procedimento utilizado em determinados casos de hemorroidas internas e é diferente da hemorroidectomia convencional.
A experiência pode variar, e a técnica deve ser realizada na região apropriada e em pacientes corretamente selecionados. Desconforto ou dor após procedimentos também depende da abordagem realizada e das características individuais.
Alguns sintomas e inchaços podem diminuir, especialmente depois de uma crise, mas isso não significa necessariamente que toda doença hemorroidária tenha desaparecido. O comportamento também é diferente entre hemorroidas internas, externas e trombosadas.
Não existe um único prazo. Ele varia conforme o tipo de hemorroida, a gravidade, o tratamento escolhido e a resposta individual.
Novos sintomas ou doença hemorroidária podem ocorrer posteriormente. Manter hábitos intestinais adequados e evitar esforço evacuatório continua sendo importante mesmo após o tratamento.
Conhecer o tipo e o grau da doença ajuda a entender por que existem tantos tratamentos diferentes.
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Para uma visão geral sobre causas, sintomas e os diferentes tipos da doença, consulte também nosso guia completo sobre hemorroidas.
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